I never wanted anything so bad.
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7 de setembro de 2010
14 de junho de 2010
A falsidade e o fingimento começam a deixar-me doente.
Por mais que as pessoas tentem disfarçar isso não funciona. Não sou burra e para estas coisas, muito menos. Tenho um certo talento para apanhar estas coisas no ar que me deixam com a pulga atrás da orelha.
Nestes momentos, o que mais me sustem são as pessoas que considero meus pilares.
Mas desta vez nem esses pilares se safam. Se confiamos tanto em certas pessoas e se elas nos conhecem tão bem, porque é que se baixam ao mesmo nivel das que não significam nada para nós em vez de nos dizerem as coisas de uma vez por todas?
Não gosto que me escondam coisas, nunca gostei. Posso não ter nada a ver com isso... Mas porque é que me escondem isso, então?
Numa vida passada devo ter sido uma grande puta e agora devo estar a pagar por isso, só pode.
Estou farta. Vou emigrar. Vou procurar outros pilares que estes estão velhos e qualquer dia, ao minimo tremer, quebram em mil pedaços.
1 de junho de 2010

Os meus braços são como receios,
as minhas pernas, medos,
o meu tronco, ansiedades,
e a minha cabeça, essa, é toda incertezas.
Incertezas, de que talvez não seja mais o que procuras.
Ansiedades, de te ter novamente a meu lado.
Medo, de que os meus 'monstros' interiores voltem a atormentar-me.
E receios de que me deixes...
Provocas em mim um sentimento de dor há muito adormecido. Um sentimento de dor e de medo.
Medo de te perder, medo de me rejeitares.
Procuro até ao ínfimo promenor por um sinal de que não é verdade. Não pode ser.
Dizes que me amas, por alguma razão deves dizê-lo. Não acredito que o digas só por dizer.
A verdade é que, neste momento, os papéis se inverteram.
Todos os medos e receios que tu antes sentiste instalam-se agora em mim.
Os teus passaram. Passaram porque nunca quis nada além de ti. Sempre te quis apenas a ti.
Não sei se sou capaz de te dar tudo o que queres e precisas. Tenho medo que tudo o que te dou não chegue.
Apenas com um olhar teu sou outra pessoa completamente diferente.
Dás sentido à minha vida e cor aos meus dias.
As horas parecem todas iguais quando não estás presente.
São apenas segundos, que se transformam em minutos, que se transformam em horas, em dias, em semanas...
Os minutos parecem já gastos enquanto aguardo uma mensagem tua.
Sinto cada segundo a não querer passar enquanto espero.
No entanto, parecem voar quando te vejo.
Voam quando te toco, quando te beijo, quando te tenho junto a mim.
Nunca fui boa com despedidas. Principalmente quando não me quero despedir.
Sempre que te vejo partir levas contigo um pedaço de mim.
Levas sempre mais um bocadinho de cada vez que vais e, quando o fazes, sinto o meu coração a partir.
Parte-se em mil bocados para que, quando voltares, possas levar mais um bocado contigo.
Ana Laura
19 de maio de 2010
14 de maio de 2010
11 de maio de 2010
Há 8 meses atrás estava eu toda nervosa, a ansiar pelas 4 horas da tarde, hora a que ia ter contigo.Foi um dos dias em que tive mais medo, certamente. Tive medo de me rejeitares, medo de não quereres estar comigo, medo de não dar certo... 8 meses depois tenho a certeza que és a pessoa certa para mim, que te quero e que és tudo o que eu preciso.
Amo-te meu João. :)
3 de maio de 2010
Nunca te esqueças que estou aqui para te ajudar e apoiar. Sempre estive e nunca vou deixar de estar. Tenho pena de não te poder abraçar e mostrar-te que estou preocupada contigo. Mandar-te uma mensagem, para mim, não demonstra um bocadinho da preocupação que tenho por ti.
Espero que encontres força nas pessoas que não se esquecem de ti e que te apoiam.
Não te vás abaixo agora. Sê forte, pelos que te querem bem e por ti, principalmente.
Provavelmente é das maiores dores que se podem sentir na vida, mas tens de ultrapassar da melhor maneira que encontrares, se é que existe uma.
Devia ser proibido uma pessoa perder a mãe. A mãe é tudo, basicamente. A mãe é amor, é carinho, é zangas, é diversão, é companheirismo... A mãe é tudo. Sim, é mesmo tudo.
Nuno, estou aqui, sabes que sim.
12 de abril de 2010
Sou capaz de ficar com a cabeça à roda por causa de um tipo bem-parecido, tal como as outras raparigas. Mas os homens sensuais não me impressionam. Os inteligente sim; a força de carácter impressiona-me. E, acima de tudo, impressiona-me a bondade. A bondade, julgo, resulta de aprendermos bem lições difíceis, de cairmos e nos tornarmos a levantar. Resulta de sobreviver ao fracasso e à perda. Sugere uma compreensão da condição humana, desculpa as suas muitas imperfeições e pelicularidades. Quando vejo isso em alguém, encho-me de admiração. Vi-o nele.
Lisa Unger, in Belas Mentiras.
Mas havia tanta coisa que eu não sabia, tantas camadas ocultas num passado cuja existência eu desconhecia. Não quero pensar que a ignorância é responsável pela minha relativa felicidade, mas suponho que pensem que assim é.
Quando olho para a minha vida, admiro-me que não tenham sido as grandes decisões a terem tido o maior impacto no seu curso. Fora as pequenas e aparentemente inconsequentes.
Lisa Unger, in Belas Mentiras.
É um facto pouco conhecido, mas os pais são como super-heróis. Com meia dúzia de palavras mágicas conseguem fazer-nos sentir muito altas e à prova de bala, podem matar os dragões da dúvida e da preocupação, podem fazer desaparecer os problemas. Mas, é claro, só conseguem tudo isto enquanto somos crianças. Quando nos tornamos adultos, ficamos senhores do nosso próprio universo, e eles não são tão poderosos como foram outrora. Talvez seja por isso que alguns de nós levam muito tempo a crescer.Lisa Unger, in Belas Mentiras.
No mais fundo de ti,eu sei que traí, mãe!
Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos!
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais!
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura!
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos...
Mas tu esqueceste muita coisa!
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? -,
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
"Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal..."
Mas - tu sabes! - a noite é enorme
e todo o meu corpo cresceu...
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas...
Boa noite. Eu vou com as aves!
Eugénio de Andrade
3 de abril de 2010
31 de março de 2010
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