1 de junho de 2010


Os meus braços são como receios,
as minhas pernas, medos,
o meu tronco, ansiedades,
e a minha cabeça, essa, é toda incertezas.

Incertezas, de que talvez não seja mais o que procuras.
Ansiedades, de te ter novamente a meu lado.
Medo, de que os meus 'monstros' interiores voltem a atormentar-me.
E receios de que me deixes...

Provocas em mim um sentimento de dor há muito adormecido. Um sentimento de dor e de medo.
Medo de te perder, medo de me rejeitares.
Procuro até ao ínfimo promenor por um sinal de que não é verdade. Não pode ser.
Dizes que me amas, por alguma razão deves dizê-lo. Não acredito que o digas só por dizer.

A verdade é que, neste momento, os papéis se inverteram.
Todos os medos e receios que tu antes sentiste instalam-se agora em mim.
Os teus passaram. Passaram porque nunca quis nada além de ti. Sempre te quis apenas a ti.
Não sei se sou capaz de te dar tudo o que queres e precisas. Tenho medo que tudo o que te dou não chegue.

Apenas com um olhar teu sou outra pessoa completamente diferente.
Dás sentido à minha vida e cor aos meus dias.
As horas parecem todas iguais quando não estás presente.
São apenas segundos, que se transformam em minutos, que se transformam em horas, em dias, em semanas...

Os minutos parecem já gastos enquanto aguardo uma mensagem tua.
Sinto cada segundo a não querer passar enquanto espero.
No entanto, parecem voar quando te vejo.
Voam quando te toco, quando te beijo, quando te tenho junto a mim.

Nunca fui boa com despedidas. Principalmente quando não me quero despedir.
Sempre que te vejo partir levas contigo um pedaço de mim.
Levas sempre mais um bocadinho de cada vez que vais e, quando o fazes, sinto o meu coração a partir.
Parte-se em mil bocados para que, quando voltares, possas levar mais um bocado contigo.

Ana Laura

1 comentário:

Joana Carvalho disse...

adorei
"Sempre que te vejo partir levas contigo um pedaço de mim." ja disse esta frase tantas vezes qerida :(